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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Porto (Portugal)

Dos dias 15 a 19 de Abril estive na cidade do Porto, em Portugal! Minha amiga Nanda, que estava morando na República Tcheca, resolveu ir pro Porto antes de voltar pro Brasil e me convidou pra passar uns dias com ela. Como eu já estava querendo fazer alguma viagem pela Europa a um bom tempo, aceitei o convite!

Peguei o vôo em Dublin na Sexta às 17:00, chegando no Porto por volta das 20:00 (não há diferença de fuso-horário entre as duas cidades). Chegando lá, a Nanda me buscou no aeroporto e pegamos o ônibus pra casa da Michele, cunhada dela, que não estava em casa (estava no Brasil) mas nos deixou ficar hospedados lá. Comemos algo, conversamos um pouco e definimos os pontos que visitaríamos no outro dia. Fomos dormir cedo pra acordar cedo.

Logo que acordei no Sábado, já fiquei impressionado com o sol (que por um bom tempo, não foi muito fácil de ver em Dublin) e com a “atmosfera” de praia do lugar! Vários fatores, incluindo é claro a língua portuguesa, me fizeram sentir como se estivesse no Brasil! Pegamos um ônibus e fomos pro centro da cidade.

O sistema de ônibus, por sinal, é muito organizado (comparado com os outros que conheço). A passagem custa 1,50, mas é possível comprar um passe de 5 Euros que vale por 24 horas (e vale muito a pena). Além disso, esse passe vale também pro metro (que não é por baixo da terra) e pro elétrico (um trenzinho antigo que faz sucesso com os turistas). Usamos o ônibus o tempo todo, pois a cidade é bastante grande.

Enfim, chegando ao centro, a primeira coisa que vimos foi a Torre dos Clérigos, um ponto famoso de Porto. Subimos até o topo e pudemos ter uma visão panorâmica da cidade. Muitas igrejas, e boa parte delas tem um estilo bem característico, cheia de azulejos por fora, que são brancos e com pinturas em azul.

As casas também me impressionaram, principalmente pela diferença comparadas às de Dublin, com as quais eu estava acostumado. Todo o conjunto de casas, igrejas, rio e sol dão um ar convidativo à cidade. A esta altura eu já estava dizendo que moraria lá FÁCIL. Mal sabia eu que mais tarde apareceriam ainda mais motivos pra morar no Porto.

Depois de caminhar um pouco, voltamos pra casa e pegamos carona com um amigo do irmão da Nanda, o Marcelo, que mora lá a quase 3 anos e ia surfar naquela tarde. Então fomos pra praia! Porque sim, estava quente (em um certo momento o termômetro marcava 30 graus! Tentei tirar foto, mas o letreiro mudava muito rápido e fiquei sem paciência de esperar). E sim, o tempo estava absurdamente BOM! Acho que a gente só da valor pra uma coisa quando NÃO tem essa coisa >.<

A sensação que tive quando botei meus pés na areia foi indescritível, por isso não vou descrever. Almoçamos na beira da praia. “Francesinha”, um prato típico português, que é basicamente duas fatias de pão e 30 tipos de carne no meio delas, um ovo em cima e molho picante em volta (é praticamente isso mesmo!). Pra acompanhar, tomei uma Super Bock, a única cerveja que encontrei por lá (sei que tem outras), e segundo o garçom, “a melhor do mundo”! Realmente, é boa! Mas não posso dizer que não sinto falta da boa e velha Polar (saudades, Polar =~~)


Pegamos outro ônibus e fomos ver mais pontos da cidade. Andamos pela rua Santa Catarina, um calçadão cheio de lojas, e eu já fui olhando o que compraria de souvenir. Paramos pra comer mais uma vez, em uma confeitaria. Os doces lá são muito bons! E impressionantemente baratos! Comida boa me deixa muito feliz =)

Depois de andar mais um pouco, fomos pra casa, descansar e nos preparar para o Domingo. A casa da Michele é bastante aconchegante. A única das 3 moradoras que estava lá era a Jenny, uma venezuelana filha de pais portugueses, que mora no porto há 13 anos. E ela nos recebeu muito bem.

No Domingo pegamos um ônibus pela manhã e fomos passear em um parque, Incrivelmente bem cuidado e muito pacífico. A essa altura eu já tinha vários motivos pra querer morar por lá. Depois do parque, fomos a outra praia curtir um verão e visitar outras construções históricas, como o Castelo do Queijo =D

Tomamos sorvete e eu me senti realmente de férias. Começamos a caminhar pela beira do mar. De repente, passamos por um motor-home, e lembrei do meu pai. Resolvi tirar uma foto pra mostrar pra ele depois. Tinha um tiozão encostado, então achei que o certo seria perguntar ao tio se eu podia tirar uma foto. Foi aí que uma das coisas mais divertidas e interessantes da viagem aconteceu.

O tio foi muito amigável e me puxou pra tirar uma foto junto com ele. Perguntou “És brasileiro?”. Respondi que sim, e ele apontou prum guri e uma guria dentro do motor-home, brasileiros, de Belém, filhos dele! Ele logo puxou uma bandeira do Brasil e uma de Portugal, e a esposa dele apareceu com uma caneca de vinho e umas azeitonas. Eles eram Seu Luis e Dona Ana, e eu e a Nanda ficamos um bom tempo conversando com eles.

Depois de trocar várias idéias, continuamos o nosso caminho. Pegamos o tal trenzinho que mencionei antes, e fomos pra mais um parque, que também era muito bonito. Ficamos alguns minutos sentados na grama, aproveitando o ambiente tranquilo, e logo fomos pra casa. Fiz um strogonoff (minha especialidade =)), e eu Nanda e Jenny jantamos juntos. A Nanda pegou o ônibus para o aeroporto de madrugada, e eu fiquei. Ainda tinha um dia inteiro em Portugal.

Bom, pra mim, viajar sozinho não é tão divertido quanto quando se está bem acompanhado. Aproveitei o último dia pra comprar as coisas que queria comprar, ver os últimos lugares que faltavam e, como tinha tempo, fiz uma longa caminhada na beira da praia. Neste dia, o tempo ficou ruim =/ choveu um pouco, e a praia não é tão legal sem sol =P Além de tudo isso, eu não tinha mais minha navegadora, e tive que me virar sozinho pra chegar nos lugares. Mas, tendo um mapa e lembrando os caminhos que fizemos nos outros dias, não foi difícil.

No fim deste dia eu estava bem cansado por ter andado tanto. Por sorte, eu tinha uma casa confortável me esperando. Tomei um banho quente, jantei o resto do strogonoff e pedi pra Jenny se eu podia assistir um pouco de TV. Descansei um pouco a cabeça e fui dormir cedo, pois na Terça de manhã, pegaria meu vôo de volta para Dublin.

É estranho pensar que esta manhã eu ainda estava em Portugal, sendo que agora de noite estou em Dublin, na minha casa, escrevendo sobre o fim de semana e ainda usando a camiseta que comprei no Porto. Espero logo viajar ainda mais! Os planos pra Maio incluem Holanda e provavelmente algum outro país ainda não definido.

Mas por enquanto são essas as histórias que tenho para contar. Um abraço, e volto a escrever em breve!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Dublin!

Meio estranho este título, sendo que já faz quase dois meses que estou morando aqui... õ.ó mas acho que agora me sinto mais acostumado. E outra que ultimamente andei andando poraí, e tenho conhecido outros pedaços da cidade.

O motivo da atualização hoje é porque tenho recebido muitos xingamentos por não atualizar com mais frequência >.< o que me deixa feliz, pois quer dizer que tem gente lendo esta bagaça /o/ Mas antes de tudo quero falar um pouco sobre o ano novo...

Bom, feliz ano novo! ... Meio estranho dizer isso no dia 16 de Janeiro, mas... ah! Infelizmente não tirei nenhuma foto do reveillon (burro, eu sei), mas vou tentar contar um pouco do que aconteceu.

A impressão que eu tenho é de que os irlandeses não dão tanto valor à virada do ano como nós brasileiros... Sabe quantos foguetes eu ouvi na rua? Um. E também não teve nenhuma festa gigante tipo “ei ei toda Dublin vai estar lá uhuuuul /o/” e essas coisas. Mas consegui ligar pra alguns amigos meus no Brasil, pra desejar feliz ano novo!

Eu particularmente fui em um pub australiano com meus novos colegas de apartamento. Lá teve uma festa brasileira, e tocou pagode. Não, eu não gosto de pagode, mas preferi ir nessa festa porque tinha outros amigos brasileiros que iam, e aí o troço fica mais “em família” xD

O problema foi que gastei 21 Euros (por favor, não me faça converter pra reais) em caipirinha e não consegui ficar legal. E quando me dei conta que já tinha dado 21 Euros, falei pra mim mesmo “bah, chega né? >.<”.

Saí do pub às 2 (os pubs fechavam às 2:30, 3:00 ¬¬¬¬¬¬) porque ainda queria visitar uns amigos que estavam trabalhando em outros pubs. Tive que miguelear o segurança nos 3 pubs que entrei, já que eles estavam fechando e não queriam mais gente entrando.

Visitei meu amigo Pardal (um carioca que morou comigo no primeiro mês aqui), minha flatmate Nahara (que tava PUTA porque tava trabalhando na virada) e minha colega de inglês Isabel (a mexicana que me deu um violão rosa, que tava bebassa recolhendo os copos e limpando os chãos).

No último pub só consegui entrar na segunda vez que tentei, porque os seguranças nem estavam mais na porta. Entrei de fininho, na moral, como quem não quer nada (çou furtivo). E enquanto esperava a Isabel, um cara veio me encarando de longe, sério, muito sério, e claramente bebasso. Quando ele chegou perto, estendeu a mão e falou “Happy fucking new year, i’m from Norway!”

No que apertei a mão dele, ele me abraçou muito. Ainda apertando a minha mão, perguntou “Where ‘you from?” e eu disse que era do Brasil. “You’re from fucking Brazil?”, ele perguntou. “Yeah, fucking Brasil!”, eu disse, ao que ele respondeu “I’m from fucking NORWAY!!!”

O cara me abraçou de novo, me desejou feliz ano novo de novo e me deu um beijo no rosto (...) Aí ele se ligou que ratiou e disse “Oh noes, I’m not gay... noe noes”, e eu “hauhauahuah me neither man”. Aí apareceu uma mina e puxou ele, dizendo algo tipo “ok, let’s go ¬¬”. E os caras do bar “byyyyye norwayyyy woohoo byyyye yeah”

Depois disso fui pra casa, mais sóbrio que o Gandalf. Tomei banho e dormi por volta das 3:30. Nada comparado ao meu último reveillon, no qual fui dormir às 9:30 com o sol explodindo na minha cara. Mas enfim...

Dublin tem muitos parques! Existe alguma estatística do tipo “Dublin tem o segundo maior parque do mundo” ou “Dublin é a cidade com mais parques da história”, mas tenho preguiça de procurar a informação correta. XD.

Tem dias que eu fico cansado de ficar ouvindo “não” nos lugares onde entrego currículo. Nesses dias eu ligo o foda-se e saio a caminhar por algum desses parques. Caminhar é o que melhor funciona quando quero colocar minha cabeça em ordem. Também funciona muito bem quando preciso de inspiração!

Consegui umas fotos bem óssom no Phoenix Park, que fica no outro lado da cidade, onde tem cervos e ao anoitecer, neblina. No caminho de volta tirei as fotos noturnas que postei lá em cima (não, não eram fotos da noite de ano novo, mas parecia, vai dizer xD)

Outro lugar maneiro fica um pouco mais perto de casa. Descobri num dia em que fui correr com meu flatmate. Tem uma pista grande que acompanha o rio Liffey até o mar. Curti muito o lugar, por causa do cheiro de água salgada e das gaivotas, que são coisas que me tranquilizam. Tenho ido bastante lá quando não tenho o que fazer (sempre).

Hoje resolvi ir mais além, atravessei uma ponte, fui até uma ilha e encontrei... uma praia? Muito não esperava por essa. Encontrei uma placa que falava sobre o lugar. O nome é “Bull Island”.

Aquela ponte continuava e o caminho servia como uma muralha pra impedir que a areia chegasse na entrada do rio, possibilitando a entrada dos barcos. A areia que foi se acumulando desde 1800 e lá vai bolinha acabou formando uma ilha, que cresce eternamente, já tem 2 campos de golfe e até umas casas.

Mas era isso. Amanhã começa mais uma semana, e eu retorno à busca incansável por um emprego que me tranquilize e me permita comprar comida boa. Realmente não está fácil amigo, mas esse é um assunto que mais aborrece do que diverte. Por isso prefiro que fique por isso ;D

Que?