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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bray

A idéia de ir pra Bray começou quando alguém no apartamento disse “a gente devia ir passar um dia numa praia qualquer hora dessas...”. Tivemos um feriado na sexta, 22 de Abril, que coincidentemente era também aniversário do nosso flatmate Andy, do Malawi. Resolvemos então ir pra Bray, um lugar que fica a uns 40 minutos de trem do centro de Dublin. Sempre ouvia dizer que era legal, que tinha praia, que eu devia visitar. Então fomos!

Preparamos sanduiches (tradicional almoço redutor de custos) e compramos cerveja na quinta (já que no feriado era proibido vender bebidas alcólicas) (ouvi dizer que essa quinta é o dia do ano em que mais são vendidas bebidas na Irlanda o.o). O tempo estava ótimo a semana toda, mas por “sorte”, na sexta de manhã, o dia estava chuvoso.

Saímos de casa, todos os 7, incluindo o Alex, novo flatmate (brasileiro). Quando demos o primeiro passo pra fora e vimos a chuva, a Maite falou “ok, I don’t go =)” e foi ficando pra trás. Achei que ela tava brincando, mas não vimos mais ela depois o.o Mas enfim, no que descemos do trem em Bray, não havia mais SINAL de chuva (típico clima irlandês).

Andamos um pouco na praia e logo paramos pra comer nossos pães e beber nossas Stellas (que levamos nas mochilas, estilo st. Patrick’s day xD). Resolvemos que iríamos até o topo da montanha, onde dava pra ver uma cruz de pedra grande.

Agora que tínhamos um pouco de combustível (e levamos mais pra tomar na subida), começamos a caminhada. Passamos por um gramado com um belo espaço de lazer, e logo estávamos em uma “trilha”. Resolvemos colocar uma trilha sonora pra nossa subida. O Bruno, meu flatmate mexicano que é DJ, tirou da mochila o iPod e eu tirei minhas caixas de som portáteis, colocamos no capuz do meu casaco e começamos a subir embalados por uma technera doida.

Chegando no topo, encontramos uma vista que merecia ser apreciada por mais tempo. Acho que ficamos umas 3 horas por lá, relaxando, tomando cerveja, e eu comi meu ovo de páscoa que comprei pra mim mesmo (tristeeeeeee)

Na descida, já não tínhamos mais cerveja. Encontramos umas irlandesas malucas e mendigamos uns goles xD Voltamos pra casa no fim do dia, cansados de tanto andar, mas felizes =)

No sábado depois disso, a Cinzia, minha flatmate italiana, me ensinou a fazer lasagna, meu prato favorito xD Comemos, tomamos vinho, aproveitamos o feriado. Eu tive que parar de aproveitar um pouco mais cedo, porque trabalharia 7 horas e meia naquele sábado. Mas depois de tudo isso, fui trabalhar feliz.

E vou chegando quase no fim do meu intercâmbio. No dia 17 de Maio, minha mãe vem me visitar. Passaremos uns dias em Dublin, e depois iremos pra Holanda e pra França! Estarei de volta na Irlanda no dia 2 de Junho, e então postarei mais.

Abraços a todos!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Porto (Portugal)

Dos dias 15 a 19 de Abril estive na cidade do Porto, em Portugal! Minha amiga Nanda, que estava morando na República Tcheca, resolveu ir pro Porto antes de voltar pro Brasil e me convidou pra passar uns dias com ela. Como eu já estava querendo fazer alguma viagem pela Europa a um bom tempo, aceitei o convite!

Peguei o vôo em Dublin na Sexta às 17:00, chegando no Porto por volta das 20:00 (não há diferença de fuso-horário entre as duas cidades). Chegando lá, a Nanda me buscou no aeroporto e pegamos o ônibus pra casa da Michele, cunhada dela, que não estava em casa (estava no Brasil) mas nos deixou ficar hospedados lá. Comemos algo, conversamos um pouco e definimos os pontos que visitaríamos no outro dia. Fomos dormir cedo pra acordar cedo.

Logo que acordei no Sábado, já fiquei impressionado com o sol (que por um bom tempo, não foi muito fácil de ver em Dublin) e com a “atmosfera” de praia do lugar! Vários fatores, incluindo é claro a língua portuguesa, me fizeram sentir como se estivesse no Brasil! Pegamos um ônibus e fomos pro centro da cidade.

O sistema de ônibus, por sinal, é muito organizado (comparado com os outros que conheço). A passagem custa 1,50, mas é possível comprar um passe de 5 Euros que vale por 24 horas (e vale muito a pena). Além disso, esse passe vale também pro metro (que não é por baixo da terra) e pro elétrico (um trenzinho antigo que faz sucesso com os turistas). Usamos o ônibus o tempo todo, pois a cidade é bastante grande.

Enfim, chegando ao centro, a primeira coisa que vimos foi a Torre dos Clérigos, um ponto famoso de Porto. Subimos até o topo e pudemos ter uma visão panorâmica da cidade. Muitas igrejas, e boa parte delas tem um estilo bem característico, cheia de azulejos por fora, que são brancos e com pinturas em azul.

As casas também me impressionaram, principalmente pela diferença comparadas às de Dublin, com as quais eu estava acostumado. Todo o conjunto de casas, igrejas, rio e sol dão um ar convidativo à cidade. A esta altura eu já estava dizendo que moraria lá FÁCIL. Mal sabia eu que mais tarde apareceriam ainda mais motivos pra morar no Porto.

Depois de caminhar um pouco, voltamos pra casa e pegamos carona com um amigo do irmão da Nanda, o Marcelo, que mora lá a quase 3 anos e ia surfar naquela tarde. Então fomos pra praia! Porque sim, estava quente (em um certo momento o termômetro marcava 30 graus! Tentei tirar foto, mas o letreiro mudava muito rápido e fiquei sem paciência de esperar). E sim, o tempo estava absurdamente BOM! Acho que a gente só da valor pra uma coisa quando NÃO tem essa coisa >.<

A sensação que tive quando botei meus pés na areia foi indescritível, por isso não vou descrever. Almoçamos na beira da praia. “Francesinha”, um prato típico português, que é basicamente duas fatias de pão e 30 tipos de carne no meio delas, um ovo em cima e molho picante em volta (é praticamente isso mesmo!). Pra acompanhar, tomei uma Super Bock, a única cerveja que encontrei por lá (sei que tem outras), e segundo o garçom, “a melhor do mundo”! Realmente, é boa! Mas não posso dizer que não sinto falta da boa e velha Polar (saudades, Polar =~~)


Pegamos outro ônibus e fomos ver mais pontos da cidade. Andamos pela rua Santa Catarina, um calçadão cheio de lojas, e eu já fui olhando o que compraria de souvenir. Paramos pra comer mais uma vez, em uma confeitaria. Os doces lá são muito bons! E impressionantemente baratos! Comida boa me deixa muito feliz =)

Depois de andar mais um pouco, fomos pra casa, descansar e nos preparar para o Domingo. A casa da Michele é bastante aconchegante. A única das 3 moradoras que estava lá era a Jenny, uma venezuelana filha de pais portugueses, que mora no porto há 13 anos. E ela nos recebeu muito bem.

No Domingo pegamos um ônibus pela manhã e fomos passear em um parque, Incrivelmente bem cuidado e muito pacífico. A essa altura eu já tinha vários motivos pra querer morar por lá. Depois do parque, fomos a outra praia curtir um verão e visitar outras construções históricas, como o Castelo do Queijo =D

Tomamos sorvete e eu me senti realmente de férias. Começamos a caminhar pela beira do mar. De repente, passamos por um motor-home, e lembrei do meu pai. Resolvi tirar uma foto pra mostrar pra ele depois. Tinha um tiozão encostado, então achei que o certo seria perguntar ao tio se eu podia tirar uma foto. Foi aí que uma das coisas mais divertidas e interessantes da viagem aconteceu.

O tio foi muito amigável e me puxou pra tirar uma foto junto com ele. Perguntou “És brasileiro?”. Respondi que sim, e ele apontou prum guri e uma guria dentro do motor-home, brasileiros, de Belém, filhos dele! Ele logo puxou uma bandeira do Brasil e uma de Portugal, e a esposa dele apareceu com uma caneca de vinho e umas azeitonas. Eles eram Seu Luis e Dona Ana, e eu e a Nanda ficamos um bom tempo conversando com eles.

Depois de trocar várias idéias, continuamos o nosso caminho. Pegamos o tal trenzinho que mencionei antes, e fomos pra mais um parque, que também era muito bonito. Ficamos alguns minutos sentados na grama, aproveitando o ambiente tranquilo, e logo fomos pra casa. Fiz um strogonoff (minha especialidade =)), e eu Nanda e Jenny jantamos juntos. A Nanda pegou o ônibus para o aeroporto de madrugada, e eu fiquei. Ainda tinha um dia inteiro em Portugal.

Bom, pra mim, viajar sozinho não é tão divertido quanto quando se está bem acompanhado. Aproveitei o último dia pra comprar as coisas que queria comprar, ver os últimos lugares que faltavam e, como tinha tempo, fiz uma longa caminhada na beira da praia. Neste dia, o tempo ficou ruim =/ choveu um pouco, e a praia não é tão legal sem sol =P Além de tudo isso, eu não tinha mais minha navegadora, e tive que me virar sozinho pra chegar nos lugares. Mas, tendo um mapa e lembrando os caminhos que fizemos nos outros dias, não foi difícil.

No fim deste dia eu estava bem cansado por ter andado tanto. Por sorte, eu tinha uma casa confortável me esperando. Tomei um banho quente, jantei o resto do strogonoff e pedi pra Jenny se eu podia assistir um pouco de TV. Descansei um pouco a cabeça e fui dormir cedo, pois na Terça de manhã, pegaria meu vôo de volta para Dublin.

É estranho pensar que esta manhã eu ainda estava em Portugal, sendo que agora de noite estou em Dublin, na minha casa, escrevendo sobre o fim de semana e ainda usando a camiseta que comprei no Porto. Espero logo viajar ainda mais! Os planos pra Maio incluem Holanda e provavelmente algum outro país ainda não definido.

Mas por enquanto são essas as histórias que tenho para contar. Um abraço, e volto a escrever em breve!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Howth

EAI, beleza?? Essa semana fiz uma pequena viagem a uma cidade próxima, chamada Howth. Mas antes de tudo, gostaria de contar um novidade: finalmente consegui um emprego! Uhuuuuu!

Ta bom, é mentira. Mas de volta a Howth. Tudo começou quando numa Terça-feira a noite resolvi ir na Dicey’s (aquela boate de Dublin que é barata na Terça e ENTOPE de brasileiro). Estava eu andando, quando vejo um cara e penso “ei, aquele cara parece o Léo (um amigo meu de Santa Maria)”. Algumas horas depois, na mesma noite, vejo o cara de novo. Aí ele me vê e começa a falar comigo “seu fdp não viu o recado que te deixei dizendo que vinha pra Dublin hoje blar blar”. ERA o Léo.

Na hora eu fiquei tipo “pqp como assim ora o léo em Dublin õ.ó”. Ele tava em Barcelona, morou lá um mês e depois começou a viajar pela Europa. Ele me disse que ia pra Howth no outro dia, junto com outro amigo dele. E eu falei “beleza, vou junto >D” rerere.

Howth é uma cidade portuária, fica a uma meia hora (acho) de trem de Dublin. A gente deu sorte, o tempo tava ótimo! E apesar da ressaca considerável da noite anterior, deu pra aproveitar bastante o dia. Logo que chegamos, a primeira coisa que vimos foram essas focas! (ou seriam peixes-boi?)

Como já era meio-dia, resolvemos almoçar antes de começar a andar. Finalmente comi o famoso “Fish n’ Chips”, que acho que é o prato mais típico da Irlanda (é só batata frita com peixe frito, mas é bom xD). Começamos a fazer um caminho em volta da “ilha” (o lugar é quase uma ilha, tem só um pedacinho de terra que conecta Howth com o resto da Irlanda).

A paisagem era demais, cheia de campos e trilhas e rochedos GIGANTES e tal. Tiramos um trilhão de fotos cada um, foi foda escolher qual colocar aqui! Toma mais umas:

Logo depois encontramos um caminho que descia pra uma espécie de “prainha”. Mas não era uma praia de areia, e sim de pedrinhas, redondas e coloridas. Nunca tinha visto uma praia assim! Encontrei até uma estrela do mar (ESTRELA, não aquelas bolachas do mar idiotas que a gente encontra aos montes em capão, por exemplo) VIVA e DE VERDADE! E muito salvei a vida dela jogando-a de volta para o mar.

A essa altura a gente já tinha até um guia, o Joe. Ele começou a nos acompanhar e fazia os caminhos com facilidade, ria da gente nas subidas que nos matavam. Não era de se esperar menos de alguém que mora no lugar. Vejam fotos do Joe!

E como aqui o dia acaba cedo, por volta das 5 horas já estávamos de volta a Dublin. Ainda tem muitas cidades aqui perto que quero visitar, e essas são as viagens que estarei fazendo enquanto não entra uma grana =D Torçam por mim, me consigam um emprego ou me dêem dinheiro!

Abraços!